RETÓRICA E SILÊNCIO: AUTOCUIDADO ÉTICO NA ERA DIGITAL
Palavras-chave:
Retórica, Silêncio digital, Autocuidado ético, Infoxicação, NomofobiaResumo
Este artigo, fundamentado na Retórica de Aristóteles, examina os impactos da hiperconectividade, da infoxicação e da nomofobia na vida contemporânea para destacar como o excesso de estímulos digitais compromete atenção, saúde mental e convivência significativa. A análise se desenvolve a partir de uma revisão teórica sobre conceitos como phronesis, areté e eunoia, articulados com práticas comunicativas contemporâneas. O percurso metodológico adotado é qualitativo e interpretativo, baseado em análise bibliográfica e crítica discursiva, com enfoque na relação entre provérbios populares, retórica clássica e práticas digitais. A discussão evidencia como o silêncio e a pausa podem ser compreendidos como resistência ética e autocuidado, em diálogo com movimentos como slow media e digital detox. Os resultados apontam que o silêncio, quando aplicado de forma consciente, protege subjetividade, credibilidade e convivência, mas também apresenta riscos quando mal empregado, pois pode gerar exclusão ou conivência. Conclui-se que o silêncio ético constitui resposta ativa à saturação informacional e é condição para uma comunicação responsável na era digital.
