PEELINGS QUÍMICOS EM TRANSIÇÃO: UMA REVISÃO NARRATIVA SISTEMATIZADA, BASEADA EM EVIDÊNCIAS, SOBRE FÓRMULAS DE FENOL E INOVADORAS COMBINAÇÕES DE ÁCIDO TRICLOROACÉTICO–ÓLEO DE CRÓTON
Palavras-chave:
Quimioesfoliação, Fenol, Ácido tricloroacético, Rejuvenescimento, TolerabilidadeResumo
Os peelings químicos permanecem entre as modalidades mais consolidadas para o rejuvenescimento cutâneo. Os peelings à base de fenol–óleo de cróton tornaram-se o padrão-ouro para o resurfacing profundo, porém com alta toxicidade. O ácido tricloroacético (ATA) surgiu como alternativa mais segura e versátil, embora sua penetração limitada exija técnicas auxiliares. Esta revisão narrativa analisa criticamente a literatura sobre fenol e ATA, abordando evolução, mecanismos, eficácia, segurança e a base para o desenvolvimento de novas formulações de ATA–óleo de cróton. Foi realizada uma busca nas bases PubMed, Scopus e Web of Science (1960–2025) e identificos estudos clínicos, investigações mecanísticas e relatos históricos relacionados ao fenol, ATA, óleo de cróton e abordagens adjuvantes para aumento da penetração. As evidências permanecem heterogêneas, com amostras pequenas e randomização limitada. As fórmulas à base de fenol trouxeram resultados mais expressivos de rejuvenescimento, mas estiveram associadas à toxicidade sistêmica e a um tempo de recuperação prolongado. O ATA (20–35%) demonstrou melhora moderada em rugas, pigmentação e melasma, com superior segurança e tolerabilidade. Até o momento, não foram identificados estudos avaliando a combinação de ATA com óleo de cróton, combinação esta que pode representar o próximo passo rumo a uma abordagem bioquimicamente otimizada e de profundidade controlada para o resurfacing químico.
